sábado, 28 de abril de 2012

Como vivem os índios?


FONTE:   http://www.smartkids.com.br/especiais/dia-do-indio.html


Como vivem os índios?

Quando observamos uma aldeia indígena na televisão ou em revistas podemos perceber que o modo de vida dos índios é bem diferente do nosso, não é mesmo? Pois realmente é, mas com aspectos interessantes que valem a pena conhecer!



Os índios vivem de forma muito organizada e harmônica. Cada tribo tem um cacique, que é o chefe e um pajé, que é uma espécie de médico para eles. Os pajés conhecem tudo sobre males do corpo e do espírito e também quais as plantas e ervas que podem ser utilizadas em cada caso.



A aldeia onde vivem é chamada de taba e nela existem dois tipos de casas: as simples, onde vivem apenas uma família e são chamadas de ocas e as casas coletivas, que são chamadas de malocas.



As casas são construídas com uma mistura de barro e sua estrutura é sustentada por pedaços de madeira. Para fazer os telhados, os índios utilizam palha trançada ou grandes folhas de árvores.



Esta forma de construção é barata e segura para algumas regiões sem muitas variações climáticas, por isso é utilizada em alguns locais do Brasil, principalmente no Nordeste e na Amazônia. São as casas de pau-a-pique.



PARA COLORIR

Índio   Arco  Maloca

DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Com o objetivo de chegar às Indias, uma expedição com 13 caravelas comandada por Pedro Álvares desviou o seu caminho e no dia 22 de abril de 1500 chegou ao Brasil. Terra povoada por índios de diferentes tribos, muito verde próximo ao mar.








Por ser época de páscoa e lhe parecer ser um monte, Cabral chamou as terras de Monte Pascoal. Depois, percebendo que não era um monte e achando que era uma ilha, a chamou de Ilha de Vera Cruz.



Depois da descoberta outras expedições vieram para o local e se constatou que nao se tratava de uma ilha, mas de um continente. Sendo assim, o nome mudou mais uma vez para Terras de Santa Cruz.

Em 1511, foi descoberto o pau-brasil, uma árvore que poderia trazer muitas riquezas, e foi desta árvore que surgiu o nome Brasil.
Pau Brasil
Antes de tudo, porém, pelos nativos a terra era chamada e Terra Papagalis.

vale pesquisar o tema.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa - contribuição de Pró Jôse


Conto de Páscoa
 
Sentado na beira da calçada , com um ovo de chocolate pequenino nas mãos , olhar sério , aquele menino se pôs a imaginar. Havia muitas coisas que ele não entendia, por mais que tentasse. Durante a semana toda, na escola, na rua , em casa , em todos os lugares só se ouvia falar de Páscoa , coelhinho e ovos de chocolate. A professora até colocou Jesus no meio da história, mas só aumentou a sua confusão; ele não conseguia organizar o pensamento. Jesus não é aquele que nasceu no Natal? Faz tão pouquinho tempo, e ele já morreu??!! Não, decididamente ele não entendia nada . Não sabia exatamente o que uma coisa tinha a ver com a outra. Afinal de contas, por que comemorar, se Jesus morreu? Por que os ovos são de chocolate? E o coelho, o que ele faz nessa história? Complicaaadooo!!!! Separava somente as coisas que entendia , e sabia o que era.. Entendia que estava esperando ganhar um ovo bem grande, daqueles que tinha visto na televisão, embrulhado num papel brilhante e com um laço de fita vermelha , que não veio, e ele sabia por quê: o dinheiro não deu. Ele sabia. Nem seu pai e nem sua mãe tinham prometido dar-lhe um ovo de páscoa; e ele sabia, também, que o coelhinho não o trazia para ninguém. Então, como é que ele poderia satisfazer a sua vontade de comer chocolate? Como ia passar o domingo de páscoa sem comer ovo de páscoa? E a idéia veio assim, de repente!!! Por que não??? Foi até o primeiro semáforo daquela movimentada avenida e, quando o sinal ficava vermelho ele se lançava entre os carros e ia pedindo: "Moço, dá um ovo de páscoa pra mim?" "Senhor, poderia me dar um ovo de páscoa?" "Moça , dá um ovo de chocolate pra mim?" Assim, ia pedindo e ouvindo as mais esfarrapadas respostas, quando alguém respondia . Até que, enfim, parou um carro velho, todo manchado de ferrugem. Dentro, um homem com cara de bravo ... Ele tomou coragem, foi até lá e arriscou o mesmo pedido: "Moço , eu quero um ovo de páscoa" . E qual não foi sua surpresa quando aquele homem pegou, no banco do passageiro, um embrulhinho e lho estendeu pelo vidro. "Brigado, moço!!!" E saiu em disparada. De volta à sua calçada, ele olhou o ovinho e sorriu feliz. Afinal, agora ele comemoraria a Páscoa.
 

sábado, 10 de março de 2012

Pais autoritários são mais propensos a criarem filhos delinquentes, diz pesquisa


De acordo com uma pesquisa da Universidade de New Hamshire (UNH), nos Estados Unidos, publicada na edição de fevereiro do "Journal of Adolescence", pais altamente controladores, autoritários e explosivos são mais propensos a criarem filhos delinquentes.



Segundo o estudo, realizado desde 2007 com estudantes de ensino fundamental e médio, há uma diferença no tipo de autoridade que os pais impõem dentro de casa, classificados como: exigentes, autoritários e permissivos. Em nota sobre a pesquisa, Rick Trinkner, doutorando da UNH e um dos responsáveis pelo estudo, diz que o estilo de educação dos pais pode interferir na visão e no comportamento de seus filhos. "Os adolescentes que percebiam os pais como autoridades legítimas são menos propensos a terem comportamentos delinquentes", disse.



Notou-se que pais classificados como exigentes são controladores, mas, também, calorosos e receptivos às necessidades de seus filhos. Eles conversam abertamente, explicando às crianças os limites e regras estabelecidas. De acordo com o estudo, pais com essas características criam crianças auto-suficientes, contentes e com autocontrole.

Os pais permissivos, porém, acabam não estabelecendo limites, mas ainda são receptivos às necessidades de seus filhos. Por não haver regras estabelecidas, as crianças não sentem que seus pais estão realmente presentes, muito menos possuem alguma autoridade real. Isso não os faz terem mais ou menos chances de serem delinquentes futuramente, mas os filhos sentem falta de uma relação paternal que os guiem.

Já os pais autoritários são pouco receptivos. As regras são estabelecidas sem explicações ou chance de argumentação. Nesse caso, espera-se que as regras sejam obedecidas sem contestação. O resultado é a criação de filhos menos auto-suficientes, descontentes e sem noção de autocontrole.

"Quando as crianças consideram seus pais autoridades legítimas, eles confiam e sentem que têm a obrigação de fazer o que eles mandam. Esse é um atributo importante para qualquer figura de autoridade, já que o pai não precisa usar um sistema de recompensa e castigo para controlar o comportamento dos filhos, sendo mais provável que a criança siga as regras quando os pais não estejam presentes fisicamente", diz o pesquisador Rick Trinkner.

Segundo a pesquisa, os resultados mostram que criação de legitimidade dos pais é uma técnica para que os adultos tenham controle sobre seus filhos. Além disso, pais exigentes possuem mais chances de serem obedecidos do que os autoritários ou permissivos --nesse caso ocorre o efeito contrário: os filhos tendem a minar a autoridade paterna sendo mais rebeldes.




quarta-feira, 7 de março de 2012

DICAS PARA PAIS (REVISTA FÁCIL - MARCOS MEIER)






DICAS PARA PAIS



Como fazer com que as crianças gostem de ir para escola? Como diminuir a resistência?

Os pais podem ajudar seus filhos a gostar da escola participando da vida escolar. Buscar os filhos na escola e ficar mais um pouquinho lá; pedir para o filho mostrar cada detalhe da escola, conversar sobre professores e colegas de turma, conhecer o nome dos melhores amigos da sala e convidá-los a brincar juntos num sábado, enfim, participar com alegria. Isso cria um clima favorável para aceitar a escola como algo bom, gostoso.

A própria escola deve ajudar criando apresentações, mostras, feiras de ciências, etc... os pais vão à escola e valorizam a participação do filho, criando nele um sentimento bom em relação a tudo que se referir à escola.



O que fazer quando se sabe que a criança está fazendo manha?

Manhas, birras, “shows”, choradeiras, etc são mecanismos que as crianças utilizam para tentar conseguir o que querem. Se os pais, não suportando mais as manhas, cederem uma vez, os filhos aprendem que dá certo, que birra funciona. Portanto, para mudar esse comportamento da criança, ela precisa perceber que a manha não funciona. Para isso, não se deve gritar com os filhos, ameaçar, punir, etc... isso só envia a mensagem para a criança que ela está conseguindo alterar os pais e , portanto, ela pode continuar a fazer as birras. A melhor forma de lidar com isso é afastar-se da criança deixando-a sozinha. A perda da atenção mostra à criança de que birra traz perdas, traz o oposto do que ela queria, o que faz mudar o comportamento.


Como demonstrar segurança?

Pais seguros não gritam, não xingam, não perdem o controle, e não precisam provar seu amor a toda hora com brinquedinhos, com atitudes de desistência perante regras e limites. “Tá bom filhinho, mas só dessa vez” é um dos maiores problemas na educação das crianças. Pais seguros, firmes, que sabem dizer “não” quando precisa, criam filhos tranquilos que conhecem seus limites e que não precisam testar os pais para saber se eles realmente os amam. Vale lembrar que, de vez em quando, podemos sim aceitar exceções, podemos quebrar algumas regras, não precisamos ser sempre tão rígidos. No entanto, é a sistematização que traz resultados.


Como despertar o desejo das crianças fazerem as lições de casa?

Lição de casa é fundamental para a aprendizagem. Durante a aula a criança aprende e o cérebro registra tudo na memória de curto prazo. Em casa, durante a lição de casa, durante a leitura, ou na hora que a criança explica aos pais o que aprendeu na sala, o cérebro envia o que está na memória de curto prazo para a memória de longo prazo. Se não faz lição, é mais fácil esquecer tudo o que se aprende. Depois, à noite, durante o sono profundo (daí a importância de dormir bem) o cérebro fixa o que estiver na memória de longo prazo. É aí que termina a aprendizagem. Crianças que não fazem lição de casa (ou que as mães fazem por elas) não aprendem adequadamente e depois afirmam que na avaliação “deu um branco”. O mesmo acontece com crianças que não dormem mais de 8 horas por noite.

Assim, para criar o desejo, é necessário criar hábito. Todos os dias um horário para fazer lição ou para ler ou para estudar. Hoje não tem lição? Não faz mal, vamos ler.





As crianças precisam mesmo de uma rotina diária?

Precisam. A rotina traz segurança, tranquilidade. O cérebro aprende que há uma familiaridade no dia-a-dia e não gasta energia tendo que inventar ou descobrir o que vem depois. Dentro da rotina, a criança tem espaço para criar, inventar e fazer novas descobertas mais significativas.





Os filhos podem/devem receber prêmios por bom comportamento e bom desempenho escolar?

Não. Premiar por estudar ou por ir bem numa prova ensina ao filho que estudar não é tão bom assim e que tirar boas notas é raro, por isso deve ser premiado. Pais que prometem prêmios no final do ano por aprovação ou por notas boas criam mais uma pressão (desnecessária) na hora de uma avaliação. A criança fica com medo de errar, pois pode perder o prêmio. O adequado é acompanhar todos os dias, ver se fez lição, conversar sobre a leitura etc.. isso faz com que a criança não deixe para estudar só no dia da prova. Acompanhar todos os dias vai resultar em aprovação, notas boas, sucesso.

Elogios, beijos e abraços mostram ao filho que os pais têm orgulho do seu comportamento. Logo ele vai sentir prazer em estudar. A motivação será intrínseca.



Qual o segredo para não errar pelo excesso de zelo e nem pela falta de atenção às crianças?

Dar autonomia passo a passo, dia a dia. Autonomia se desenvolve dando responsabilidade e liberdade nas decisões que o filho deve (e pode) tomar. Só liberdade cria filhos irresponsáveis, egoístas e voltados ao prazer a qualquer custo. Só responsabilidade cria filhos escravos, sem personalidade, sem vontade própria. O equilibro desenvolve autonomia.





As férias proporcionam oportunidades de manter relacionamentos familiares agradáveis e descontraídos. Como manter este clima mesmo com a volta às aulas?

Separando momentos de interação. Uma dica prática é fazer pelo menos uma das refeições juntos, mas com uma regra bem clara: proibido falar coisas ruins, assistir TV, dar broncas, pegar no pé, etc... hora da refeição é hora da alegria. Hora de compartilhar coisas que aprendeu, que viveu, sentiu, etc... ou seja, hora de repartir a vida.

Outra dica é: evite dizer não, mas quando disser, faça valer. Passar o dia mandando, dando brincas, brigando com os filhos, não resolve, não cria um clima de participação.


(Publicado na Revista Fácil Fácil)

sexta-feira, 2 de março de 2012

COMO AJUDAR SEU FILHO A TER UMA AUTOESTIMA SAUDÁVEL.

COMO AJUDAR SEU FILHO A TER UMA AUTOESTIMA SAUDÁVEL.








Perguntei a uma menina de 6 anos de idade se ela gostava de si mesma e se as outras pessoas gostavam dela. Sua resposta foi surpreendente, ela disse que sim, pois gostava dela mesma por ser bonita, e que as outras pessoas gostavam dela por ser bonita e magrinha. Num primeiro momento pode-se achar que a autoestima dessa menina está legal, pois ela gosta de si e percebe os outros gostando dela. No entanto, as razões que justificaram suas respostas são assustadoras. Com seis anos de idade ela já está preocupada com a beleza e com o fato de ser magra. Para ela, pessoas de valor são pessoas bonitas e magras. Quanto preconceito! E isso numa menina de seis anos de idade!



Ela, como outras, já é vítima da influência da mídia, da moda, dos concursos de miss, das grifes e de outros contra-valores que lhes são transmitidos diariamente. Temos que, como pais, apresentar os valores. Não adianta apenas combater o que está errado, precisamos ensinar o certo.



É claro que podemos falar de moda, estética, beleza e outros fatores relacionados com a aparência, apenas estamos mostrando que não devem ser esses valores que devem dirigir nossas vidas, mas os essenciais.



Para um melhor resultado na construção de uma autoestima saudável nas crianças, é necessário que você, mãe e pai também tenham uma boa autoestima. Você precisa gostar de si, investir tempo, dedicar-se a coisas que gosta. Valorizar-se. Um pai, por exemplo, pode dizer à esposa: “querida, vou jogar bola sábado à tarde”, sem peso na consciência e sabendo que está investindo em sua saúde mental, além da física.



E a mãe: “querido, vou sair com minha amiga, sexta à noite. Ainda não sabemos aonde vamos, mas vamos nos divertir”.



Esses pequenos exemplos são apenas para evidenciar algo que não é fácil fazer, principalmente para nós pais acostumados a nos entregar de corpo e alma no trabalho e na criação dos filhos, deixando de lado a nós mesmos.



Um pai, ou mãe, de bem com a vida, contagia positivamente seu filho e toca seu coração para que aprenda, desenvolva-se e assuma os fracassos e as vitórias em sua caminhada como ser humano realizado e feliz.



Não é fácil investir na autoestima, pois a mídia e o consumismo enviam diariamente mensagens contrárias. Uma mulher bonita é chamada de “modelo”. Modelo do que? Se há modelo, tem que haver cópias? As mulheres olham para a “modelo” e se percebem diferentes dela. Sentem um vazio interior e pensam em preenchê-lo. O consumismo sai ganhando, a autoestima, não.



E nossos filhos? Que mensagens recebem? Pesquisas têm mostrado que a criança brasileira é a que mais assiste TV no mundo, ou seja, é a que mais está exposta aos contra-valores. Nosso trabalho para ajudá-los a construir autoestima saudável é ainda maior. O primeiro passo é desmascarar o que a TV mostra. E dizer aos nossos filhos que ser honesto, ser responsável, ajudar as pessoas, ser ético e batalhador é muito mais importante que ser magro ou bonito.



(Publicado na revista Viver Curitiba, n 1 ano 1)







MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante. Seus textos encontram-se no site www.marcosmeier.com.br e seus livros no www.kapok.com.br.

SEMANA DA CRIANÇA NO CEAS